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Mar 09

Segundo pesquisa efetuada pela Boucinhas & Campos Consultores, o Linux é realidade em 41% das empresas, 21% tem interesse em sua implantação, 28% das empresas estudam o sistema mas não tem previsão de implantação e 3% informam que o Linux não faz parte de seus planos operacionais.

Quanto aos 97% das empresas, que já usam ou estão considerando a possibilidade de usar o Linux não há o que comentar. O objetivo deste artigo está nos outros 3%, que não tem planos para o Linux, nem agora nem em um futuro próximo.

Por que esta resistência existe ? Apesar de ser um número bem pequeno em relação ao total ( admitamos 3 em 100, para efeitos deste artigo ) não devemos esquecer que, em termos de mercado, todas as empresas são formadoras de opinião.

O que levaria uma empresa a assumir esta resistência ? Vejamos 3 pontos:

  • Custo: não exatamente o custo do Linux ( que é irrisório ), mas o pressuposto custo de Treinamento e Suporte, associado ao custo das licenças adiquiridas para as plataformas já instaladas. Exemplificando: para uma rede foram adiquiridas 50 licenças para o pacote Windows 98+Office. Em caso de renovação recente dos sistemas, serão providenciadas novas licenças, para o conjunto Windows 2000 + Office 2000. Neste caso percebe-se uma resistência ao Linux apenas pelo custo desperdiçado.
  • Volume da alteração: pode-se pensar que a alteração da rede para o Linux signifique a alteração completa e total de toda a base de software instalada. Não é o caso pois, como sabemos, pode-se alterar apenas os servidores ( por exemplo ), apenas um setor, apenas os pontos remotos e assim por diante.
  • Má impressão: conforme sabemos, as empresas trocam experiências entre si, através de seus profissionais sobre problemas enfrentados e suas soluções, sempre em uma base genérica ( sem revelar-se dados confidenciais ). Portanto, se um profissional de TI passou por uma experiência dita traumática em uma adoção do Linux mal sucedida, esta situação vai ser comentada, dificultando a adoção do Linux em outras empresas.

Claro está que os motivos para esta resistência não se resumem apenas a estes pontos, existindo outros mais ou menos importantes, dependendo da situação. Eis que chegamos ao ponto: como reverter este quadro ?

Algumas sugestões, supondo que voce seja um profissional de TI em sua empresa:

  • Ao sugerir o uso do Linux não compare-o com o sistema atual citando os pontos fracos deste sistema. Cite os pontos em que o Linux é mais forte, sem comparações. Nunca deprecie o adversário.
  • Se o impedimento é o custo, demonstre que as máquinas que precisaram ser “encostadas”, por não mais funcionar com o sistema atual, podem ser reativadas, gerando uma boa economia para a empresa. Caso este custo seja em função de uma atualização muito recente ( menos de 6 meses ) da base instalada ( software e hardware ) o melhor seria aquardar antes de se sugerir a migração. Aguarde pelo menos mais 6 meses, enquanto prepara um plano completo de alteração.
  • Má impressão, baseada em informações de outros pode ser resolvida com facilidade. Pode-se levantar qual o processo utilizado e em que pontos ele provocou os problemas ocorridos. Conhecer e entender os erros, mesmo alheios, podem evitar sua repetição.

Sempre é possível reverter uma situação de resistência, basta que se proceda com calma, tendo as ações bem planejadas. Por exemplo, se em sua empresa esta resistência ao Linux é sentida, faça o seguinte:

  • Convença um grupo pequeno de pessoas, de preferência já familiarizados com o Linux, a colaborar.
  • Verifique se os softwares que sua empresa usa possuem similares Linux, de fácil operação. Caso não existam, providencie meios e processos que permitam o porte das aplicações necessárias para o Linux.
  • Consiga, junto a chefia de TI um conjunto pequeno de equipamentos, não mais do que 4 ou 5 máquinas, para implantar uma pequena rede.
  • Monte esta rede, usando uma distribuição na qual voce tenha bastante familiaridade.
  • Com a rede montada, convença usuários leigos em Linux a experimentar esta rede por um certo tempo, não mais de uma semana. Lembre-se de montar um grupo de testes heterogêneo, englobando várias áreas, níveis de conhecimento em informática, faixas etárias etc.

Após um período razoável de testes, que pode ser de cerca de 2 meses, entre o início da implantação e o fim dos testes, prepare uma apresentação para a Chefia de TI, apresentando o máximo de dados possíveis. Inclua depoimentos dos usuários, gráficos e/ou tabelas que comprovem a produtividade alcançada, o custo da implantação ( software e hardware empregados ), UpTime durante o período de testes etc.

Procure não esconder os problemas que porventura tenham surgido, mas apresente-os em conjunto com as soluções encontradas ou que possam ser adotadas. Nesta apresentação inclua uma projeção do necessário para uma implantação similar em maior escala. Pode-se montar esta projeção de modo que ela possa ser adaptada em qualquer grau, de acordo com os desejos da empresa.

Um processo assim, ou similar, pode perfeitamente reduzir ou até eliminar completamente as resistências que existam no ambiente empresarial. Não podemos esquecer que um maior uso de Linux nas empresas pode expandir o uso doméstico deste sistema operacional.

Informação adicional:

A Boucinhas e Campos é uma empresa de consultoria, auditoria e serviços técnicos especializados no mercado brasileiro, fundada em 1947 pelos Professores Jose da Costa Boucinhas e Eduardo Sampaio Campos. Maiores informações podem ser encontradas no site da empresa ( www.boucinhas.com.br ).

Fonte: www.linuxdicas.com.br

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Fev 23

Hoje em dia é muito comum o uso de scripts que rodam no servidor (server-side) para gerar conteúdo dinâmico em páginas web.
Isto é muito interessante, mas gera um problema: URLs grandes ou complicadas demais, difíceis de memorizar e sem significado, que podem até mesmo dificultar a indexação do site por mecanismos de busca.
Vamos aprender como criar URLs amigáveis, indexáveis e que resumam, de alguma forma, o recurso que elas descrevem.
Introdução
É comum vermos URLs do tipo:
index.php?section=artigos&data=09-08-2004
ou
index.php?s=web&p=1
ou piores que isso, como:
/cgi-bin/index.cgi?id=7288731803928617293&page=6
Os exemplos acima são fictícios mas, com certeza você já se deparou com URLs bem parecidas com essas, inclusive em sites muito conhecidos.
Qual o problema dessas URLs?
A princípio você pode pensar que não há problema algum com essas URLs. Mas pense um segundo. Você consegue decorar uma URL desse tipo? Não seria muito melhor que fosse algo do tipo:
www.site.com/artigos/09/08/2004
ou
www.site.com/web/1
Além do problema da complexidade, essas URLs geram outros problemas:
• Alguns mecanismos de busca podem deixar de indexar estas páginas, por causa dos caracteres ‘?’ e ‘&’
• A tecnologia usada na construção do site está sendo exposta
• Se você resolver mudar a tecnologia do seu site (php para asp, por exemplo), todas as URLs terão que ser mudadas
Expor a tecnologia usada para fazer um site pode ser um problema de segurança e, hoje em dia, qualquer cuidado com segurança, mesmo que pequeno, é importante.
E, além disso, com a mudança da tecnologia usada, todos os links e bookmarks que existam para o seu site serão quebrados, e isso não é nem um pouco interessante.
O que fazer então?
A solução que vou apresentar serve para os usuários do servidor web apache.
É necessário que esteja habilitado no servidor o módulo mod_rewrite e que seja possível o uso de arquivos htaccess.
A solução é simples: mapear as URLs reais para URLs “virtuais”, mais fáceis de compreender e indexar, e independentes da tecnologia utilizada.
É necessário um pouco de conhecimento de expressões regulares.
O que é o mod_rewrite
mod_rewrite é um módulo do apache que realiza a reescrita transparente de URLs usando expressões regulares.
É como se fosse um redirecionamento, só que o usuário não fica sabendo que a página foi reescrita, já que o endereço na barra de endereços do browser não muda e nenhum cabeçalho HTTP 3xx é enviado.
Mãos a obra
O primeiro passo é criar um arquivo htaccess no diretório raiz do seu site (DocumentRoot e acrescentar a linha:
RewriteEngine On
Esta linha habilita o uso do mod_rewrite no seu site.
Agora vamos ? reescrita da URL. Vamos utilizar os exemplos acima. São exemplos simples, mas meu intuito é mostrar o funcionamento da técnica. Você pode usar a sua criatividade para fazer o que quiser e o que for necessário para o seu caso.
Primeiro exemplo: index.php?s=web&p=1
Analisando esta URL podemos perceber que temos duas variáveis (’s’ e ‘p’), provavelmente referentes a seção e página, respectivamente.
Vamos transformá-la em: /web/1
A regra ficaria assim:
RewriteRule ^(.+)\/?([0-9]*)\/?$ /index.php?s=$1&p=$2
Vamos entender a linha acima:
RewriteRule: define o início de uma regra de reescrita.
^(.+)\/?([0-9]*)\/?$: a url “virtual”, ou seja, a url que será usada nos links para esta página. Para que entende um pouco de expressões regulares, esta expressão é bem simples de entender, vamos dissecá-la:
(.+): significa um ou mais caracteres (.). O significado dos parêntesis vai ser explicado mais adiante.
\/?: zero ou uma barra (/). A contrabarra (\) serve para “escapar” o caractere /, informando que ele deve ser interpretado literalmente, e não como um metacaractere.
([0-9])*: qualquer quantidade de dígitos (números), ou seja, zero ou mais.
/index.php?s=$1&p=$2: esta é a URL real, ou seja, a url que vai estar sendo acessada por meio do mod_rewrite.
As expressões ‘$1′ e ‘$2′ significam o primeiro e segundo conjunto de caracteres agrupados por parênteses na expressão da esquerda. Ou seja, é guardada uma referência para esses grupos de caracteres para que você possa usá-los.
Exemplos do resultado desta regra:
/web/1 ou /web/1/ = /index.php?s=web&p=1
/outrasecao/5 ou /outrasecao/5/ = /index.php?s=outrasecao&p=5
/web ou /web/ = index.php?s=web&p=
Vamos a mais um exemplo:
RewriteRule ^artigos\/?([0-9]+)\/([0-9]+)\/([0-9]+)\/?$ index.php?section=artigos&data=$1-$2-$3
(Perceba que a linha pode estar quebrada para caber no espaço, mas trata-se de uma linha só, sem quebras).
Assim, você poderia acessar a URL index.php?section=artigos&data=09-08-2004 pela URL “virtual” artigos/09/08/2004, bem mais amigável do que a primeira.
Não apenas páginas dinâmicas podem ser reescritas por meio do mod_rewrite. Conteúdo estático também.
Um exemplo:
www.site.com/noticias/09-08-2004.html
poderia ser reescrita para
www.site.com/noticias/09/08/2004
usando a regra
RewriteRule ^noticias\/?([0-9]+)\/([0-9]+)\/([0-9]+)\/?$ /noticias/$1-$2-$3
Conclusão
O intuito deste artigo foi apresentar o mod_rewrite e mostrar como criar URLs mais amigáveis, tanto para o usuário quanto para os mecanismos de busca. Você pode fazer praticamente qualquer mapeamento de URLs utilizando o mod_rewrite, o que você precisa é identificar um padrão nas URLs do seu site e criar as regras de reescrita.

O limite é o da sua criatividade.

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